quinta-feira, 16 de abril de 2009

Meus Poemas

Agora

(11/12/07)

Porém agora
Tudo se resume
Em uma multidão de alienados
Em busca do que fazer
Em busca de outras alternativas
Ou de outras saídas.
Agora tudo se detém
À pequenas lembranças
À enormes espaços
A pertubantes vazios
E a ignoráveis tristezas.
Agora seria fácil
Sermos nós mesmos
Sem ponto de chegada
Ou hora pra partida
Sem interesses menores
Ou esforços maiores.
Agora, exatamente agora,
Seria à hora propícia para chorar,
Para não mais chorar
Para sorrir,
Para sempre sorrir.
Agora seria inevitável sentir...
Sentir tristeza
Sentir solidão
Sentir alegria
Sentir alívio
Sentir ansiedade
E também sentir saudade
Sentir um inesgotável desejo
Para uma infindável hora
E sentir remorso
E sentir que nada valeu,
Para poder sentir que ainda vale a pena tentar.
Agora... Para sempre agora...
Para não mais agora...
Para sentir agora,
Saudades do ontem
E sentir no agora do amanhã
Uma saudade inevitável do
Agora de agora...